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Por que e como formar uma reserva de emergência?

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Imagine que você precise parar de trabalhar nos próximos meses. Ou que um problema de saúde surja e você necessite de tratamentos. Imprevistos como esses podem acontecer com todos; o que não pode ocorrer, de maneira nenhuma, é você não ter dinheiro para arcar com despesas inesperadas. Justamente por isso é fundamental ter uma reserva de emergência – o que evitará, ainda, que você precise resgatar seus investimentos de longo prazo, comprometendo sua rentabilidade.

A reserva de emergência nada mais é que uma quantia guardada para imprevistos. Na visão do sócio da Ipê Investimentos Sérgio Brito, a reserva representa segurança para os períodos em que não há disponibilidade de fluxo de caixa.

Nunca é tarde para se precaver

Agora que você já entendeu a importância desse fundo, deve estar se perguntando: como posso iniciar a minha própria reserva?

A quantidade que a pessoa deve começar a poupar varia de caso para caso. Os valores serão diferentes para uma pessoa que mora sozinha e para uma que possui filhos, porque elas gastam quantias diferentes. Por isso, de acordo com Brito, o cálculo que deve ser feito pela pessoa é o de quanto ela gasta por mês e tentar salvar essa quantia multiplicada por seis. “Assim, se acontecesse qualquer problema, a pessoa conseguiria se manter por uns seis meses, no mínimo”, explica.

Para essa conta, o investidor deve colocar tudo na ponta do lápis: alimentação, contas de luz, água, transporte, escola, cursos e até mesmo uma média de gastos com lazer. Se os cálculos derem, por exemplo, uma despesa de R$ 5.000 por mês, a pessoa deve ter como objetivo juntar, aos poucos, R$ 30.000. Para chegar a essa quantia, Brito aconselha investimentos de baixo risco e alta liquidez, como LFTs e LNTs.

Por serem títulos públicos, modalidade em que o investidor empresta dinheiro para o Governo Federal, os recursos aplicados em LTFs e LNTs são 100% garantidos pelo Tesouro Nacional. Por isso, esse tipo de investimento é considerado o mais seguro do mercado financeiro.

Outra grande vantagem dos títulos do Tesouro Direto é a alta liquidez, isto é, o prazo para que o dinheiro investido seja resgatado. Em caso de necessidade, você terá os recursos de volta em um dia útil. Isso pode fazer a diferença!

“Em uma emergência você precisa ter o dinheiro na mão na hora. Nessa premissa, o ideal é aplicar em um lugar, acima de tudo, constante. Como a bolsa oscila a cada segundo, é arriscado fazer sua reserva na bolsa porque você pode perder muito dinheiro e não ter a quantia que precisa na hora da emergência”, justifica Brito.

LFT (pós-fixados)

Essa é a sigla para Letras Financeiras do Tesouro. Esses papéis são pós-fixados, ou seja, rendem a taxa acumulada da Selic (taxa básica de juros) ou do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor, o índice oficial da inflação no Brasil) durante o período do investimento.

Para Brito, as LTFs são recomendadas para quem for iniciar a reserva em um período de juros e inflação altos (ou baixos com previsão de alta). Assim, o investidor terá maior rentabilidade, já que os pós-fixados são indexados à Selic e ao IPCA.

Os títulos pós fixados disponíveis no mercado atualmente são:

  • Tesouro Selic 2025, com aplicação mínima de R$102,49
  • Tesouro IPCA+ 2024, com aplicação mínima de R$56,44
  • Tesouro IPCA+ 2035, com aplicação mínima de R$37,51
  • Tesouro IPCA+ 2045, com aplicação mínima de R$39,82
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035, com aplicação mínima de R$42,84

LTN (prefixados)

Essa é a sigla para Letras do Tesouro Nacional. Esse título arrecada capital para o governo por meio de dívidas prefixadas. Isso significa que você vai receber uma taxa igual do início ao fim da aplicação, mesmo que a inflação ou os juros se alterem. “Esses títulos são indicados para um cenário com Selic e IPCA baixos, porque se os juros se encontram em 6% e o título tem uma taxa fixada de 8%, certamente trará maior rentabilidade ao investidor”, explica Brito.

Os títulos públicos prefixados disponíveis no mercado neste momento são:

  • Tesouro Prefixado 2022, com aplicação mínima de R$34,87
  • Tesouro Prefixado 2025, com aplicação mínima de R$34,98
  • Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2029, com aplicação mínima de R$ 7,13

Agora que você já possui todas as informações para montar a sua reserva de emergência, fale com um assessor e comece a aplicar seu dinheiro!

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