Não é um segredo que viver de investimentos é um sonho de maior parte dos brasileiros. No entanto, será que é possível transformar esse sonho em realidade ou esse é um cenário só para os milionários?

De fato, é possível conseguir viver de investimentos. Porém, não é algo facilmente alcançável, uma vez que exige muito planejamento financeiro, dedicação, sacrifícios e ter o conhecimento para investir nas melhores aplicações.

Como o planejamento financeiro, a dedicação e os sacrifícios dependem só de você, não é possível ajudar nesse sentido. Contudo, podemos ajudar contando quais são as melhores opções de aplicações para quem quer viver de investimentos.

Ficou interessado? Então, leia esta Spacedica e veja a seguir 7 investimentos para viver de renda!

1. Tesouro Direto

Uma das aplicações mais populares para quem quer viver de investimentos é o Tesouro Direto, uma vez que ele reúne duas características importantes para esse objetivo: proteção do dinheiro e rendimentos contínuos.

Existem dois títulos específicos do Tesouro Direto que são indicados para quem quer viver de investimentos: o o Tesouro IPCA+ com juros semestrais e o Tesouro Prefixado com juros semestrais.

No primeiro caso, o rendimento do título acompanha a variação da inflação, o que é excelente para proteger o dinheiro investido em um longo período de tempo. Já no segundo caso, a aplicação rende um montante específico por ano, independentemente do movimento de indexadores.

No entanto, ambos geram cupons de pagamento para o investidor a cada seis meses, o que permite que se possa viver de investimentos ao receber esses pagamentos semestrais.

2. Previdência privada

A previdência privada é uma boa estratégia para quem quer viver de investimentos depois de se aposentar, parar de trabalhar, e não confia em viver de INSS.

Isso acontece especialmente nos planos previdenciários em que o cliente recebe um valor específico por mês depois do período determinado em contrato em vez de resgatar todo o montante acumulado de uma vez.

Uma das vantagens da previdência privada é que ela exige menos trabalho do investidor. Basta contratar um plano e fazer os pagamentos mensais para coletar os rendimentos no futuro.

Uma das desvantagens, no entanto, é que o sonho de viver de investimentos fica reservado apenas para um momento mais longínquo.

3. Fundos imobiliários

Os fundos imobiliários estão entre as aplicações mais populares para quem quer viver de renda por três razões simples: bons rendimentos, pagamentos mensais e equilíbrio de investimentos.

Nos chamados “fundos de tijolos”, aqueles cujo portfólio conta com imóveis como shopping centers ou condomínios industriais, os cotistas recebem pagamentos mensais dos aluguéis desses espaços.

Assim, apesar de não haver a proteção do Fundo Garantidor de Crédito ou de ferramentas similares, os melhores fundos imobiliários geram rendimentos estáveis e são uma boa maneira para que os investidores possam viver de renda.

4. Dividendos de ações

A Bolsa de Valores também é um caminho possível para quem quer viver de investimentos pelo ganho de renda constante, mesmo sem precisar ser um trader avançado.

Uma das maneiras pelas quais isso é possível é pela compra de ações de empresas que pagam bons dividendos aos seus acionistas.

Os dividendos são parte da distribuição de lucro regular da empresa, podendo ser pagos a cada trimestre, seis meses, um ano ou uma frequência específica.

Para aplicar em dividendos, no entanto, é importante que o investidor acompanhe os relatórios financeiros das empresas com muita atenção. Não basta apenas olhar o dividend yield (a porcentagem de dividendo paga por ação) para escolher uma companhia na qual investir.

Por exemplo, é possível que a empresa X tenha pago dividendos ótimos em 2019 a custa da venda da sua infraestrutura, um cenário que não vai se repetir em 2020.

Por isso, é importante acompanhar o histórico das empresas, a qualidade da gestão, o mercado em que estão inseridas e sua política de dividendos antes de escolher em qual investir.

5. JCP

Já a outra maneira de viver de investimentos na Bolsa de Valores é pelo recebimento de JCP, os Juros sobre Capital Próprio.

O JCP é outra forma com a qual as empresas podem distribuir os seus ganhos para os acionistas. No entanto, a grande diferença é que o JCP é pago como se fosse uma despesa da empresa, enquanto os dividendos são distribuídos apenas sobre os lucros líquidos (já retirados os JCP).

Além disso, para os acionistas, os JCP geram pagamentos de Imposto de Renda, uma vez que as empresas ainda não os pagaram. Os dividendos, por sua vez, são isentos, para não incorrer em dupla tributação.

No geral, os JCP costumam ser mais vantajosos para os acionistas, mesmo com a incidência de Imposto de Renda. Isso porque, na prática, o investidor também “paga” o imposto indiretamente nos lucros e dividendos, por ser sócio da empresa.

No entanto, a taxa do IR para quem recebe JCP é de 15%, enquanto a alíquota paga pela empresa costuma ser de 25%. Isso faz com que o recebimento via Juros sobre Capital Próprio seja mais vantajoso.

Dito isso, a empresa não pode distribuir todos os lucros via JCP, pois só pode pagar o limite máximo da Taxa de Juros de Longo Prazo sobre capital próprio.

6. LCI e LCA

As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) são opções interessantes para quem quer viver de investimentos, embora pouco comuns nesse tipo de carteira.

Dentre as suas vantagens, está o fato de terem rendimentos atrelados a indexadores econômicos, como a Taxa Selic ou o IPCA. Por isso, podem ajudar a proteger o seu patrimônio.

Além disso, são investimentos livres de Imposto de Renda, o que maximiza a rentabilidade obtida pelas aplicações.

O que as torna interessantes para viver de investimento é que, na maior parte dos casos, as LCIs e LCAs têm curta ou média duração, pois estão atreladas a empréstimos realizados nos mercados imobiliários ou do agronegócio.

Por isso, podem ser boas maneiras de gerar ganhos consideráveis em períodos de 5 ou 10 anos.

7. CRI e CRA

Uma alternativa para quem quer viver de investimentos, embora um pouco mais rara e incomum do que as citadas no artigo, é aplicar em CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio).

Esses investimentos funcionam de modo muito semelhante às LCIs e LCAs (inclusive em relação à isenção de Imposto de Renda), mas com três diferenças básicas.

A primeira é que são emitidas por empresas securitizadoras e não por instituições bancárias. A segunda é que não contam com proteção do FGC.

Já a terceira é que existem CRIs e CRAs que pagam rendimentos frequentes, assim como o Tesouro Direto. Elas são um pouco mais difíceis de ser encontradas no mercado, mas podem ser uma opção interessante.

Ufa, quantas opções de aplicações, não é mesmo? Essas são as melhores alternativas para quem quer viver de investimentos. Analise bem todas e escolha aquelas que melhor sirvam o seu perfil e objetivos.

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